
Desenho,
Título do Site
e Movimento
Brincadeira








Desenho
Brincadeira
Movimento
GARATUJAS E O DESENVOLVIMENTO
As garatujas é uma das atividades motoras que ocorre inter-relacionada com o desenvolvimento maturacional cognitivo, além disso, ocorre uma
satisfação pela experiência de movimento cinestésico; depois, do controle visual das linhas; e, finalmente, da relação entre garatujas e o mundo real aparecerá o interesse pelas cores aumentando a percepção é o domínio dos significados com a realidade. É pela arte que a criança adquire maior repertório de significado. Antes dos dezoito meses de idade, a criança expressa-se por meio da voz e do corpo; as crianças com meses de vida, expostas a um ambiente visual enriquecedor desenvolvem-se
mais depressa do que as que não dispõem de estímulos que possam concentrar sua atenção. As crianças em uma atmosfera de privação sensorial demoram mais no seu desenvolvimento percepto viso motor.
A interação entre a criança e seu meio é o elemento decisivo na aprendizagem.
Ambiente passivo, neutro..., não é o ideal para o desenvolvimento infantil, assim como o excesso de estímulos sem planejamento também não é benéfico.
Várias dessas atividades são,
essencialmente, artísticas, e as crianças apreendem pela: pintura, desenho, manipulação de barro e areia ou trabalhos com formas bi e tridimensionais oferecendo recursos para crianças em situações de aprendizagem. É essencial que aja interação entre as crianças e seu meio a fim de que se relacione e veja, ouça, cheire, prove e use todos os seus sentidos, para fazer interações num processo significativo.
Um estudo sobre o desenvolvimento do desenho em crianças de idade pré-escolar Goertz (1966) apurou a experiência de trabalhos com materiais artísticos e concluiu que favorece o progresso da criatividade infantil.
Os pais em relação ao comportamento do filho que faz garatujas, desenhos, é de indicativo a atitude desses pais para com a própria criança, o interesse pelos desenhos infantis pode demonstrar o verdadeiro interesse em apoiar a evolução da criança em todas as esferas. Os pais não devem se preocupar em explicar tudo sobre cores, formas etc, devem conversar, se interessar pelo que seus filhos conseguiram produzir.
Ao pesquisar a atenção de crianças em fase pré-escolar, Helen Bee (1964) supôs que as crianças que ficavam facilmente distraídas possuíam pais que lhes ofereciam soluções
prontas das dúvidas, enquanto as que não se distraíam facilmente tinham pais que só lhes sugeriam o meio para descobrir suas próprias soluções. Deste modo, talvez exista alguma
vantagem em interatuar com a criança e ajudá-la a encontrar maneiras de solucionar problemas, e não, deixá-las sozinhas ou supri-la de respostas com solução prontas ou ao "abandono".
A arte é, em si mesma, um modo constante de resolução de problemas, tanto no nível pré-escolar como em outras idades. Os pais ou professores que ministram a tarefa e a solução podem estar prestando à criança um desserviço tão grande quanto o mestre que se alheia das atividades
da aula e fica sentado, enquanto os alunos se empenham em criar por si mesmos e sem atenção. Torna-se,
então, necessário que o professor transmita sugestões diversas, aponte alternativas, dê estímulo
e faça a criança sentir que seu produto final é digno de apreço por sua capacidade criativa.
BRINCAR PARA QUÊ?
O brincar é tão importante que antecede o ser humano, pois, os animais também brincam...
Para brincar exige uma certa organização de pensamento e gestos. Assimilar regras tais como: proibido morder e machucar o colega, mas, permite interpretar, fingir que está zangado, que é o papai ou que é a mamãe, professor (a), cachorro etc. Experimenta imensa alegria. Analisando por este lado o jogo ultrapassa a esfera da vida humana, sendo, anterior às culturas.
Em cima da relação existente entre o jogo e cultura, Huizinga (1996) fez um estudo profundo, abordando a função social do jogo desde as sociedades primitivas até as civilizações consideradas mais complexas.
A cultura surge como forma de jogo, sendo que a tendência lúdica do ser humano está na base de muitas realizações. Parte integrante da vida em geral, o jogo tem uma função para o ser humano, não só para distração e para descarregar as energias, mas como forma de reconstrução da realidade e expressando idéias e de criatividade e inventos.
O brincar é inerente a criança, ela brinca mesmo sem ter brinquedos. O conceito de infância e do brincar foram sendo construídos ao longo da história. Vejamos alguns primórdios que contribuíram com essa construção: Jean Piaget, Henri Wallon, Friedrich Fröbel, Maria Montessori, Lev Vygotsky e Ovide Décroly entre outros. Fröbel iniciou a educação institucional e a educação sensorial, utilizando-se de jogos e materiais didáticos. *Wajskop (1999) afirma que:"... foram os primeiros pedagogos da educação pré-escolar a romper com a educação tradicional. Propuseram uma educação sensorial, baseada na utilização de jogos e materiais didáticos, que deveria traduzir por si a crença em uma educação natural dos instintos infantis."
Fröebel foi o primeiro pedagogo que justificou o uso do brincar no processo educativo. Ele tinha uma visão pedagógica do ato de brincar que desenvolve os aspectos físico, moral e cognitivo.
Pensando agora na influência cultural na perspectiva sócio-histórica de construção do sujeito, os estudos Vygotsky mostra que a criança interage, pelo brinquedo de acordo com a cultura em que está inserida.
A motivação para aprendizagem, deve-se utilizar o brincar na prática pedagógica, fortalecendo o par educativo pelo vínculo.
O professor deve conhecer o processo de desenvolvimento infantil pelo meio cultural, assim como as etapas que irá conquistar de acordo com o seu potencial. Conhecer, como ocorre o processo de aquisição de conhecimento, pela teoria de Vygotsky, é fundamental pelo significado.
As brincadeiras estão dotadas de um fim em si mesma, acompanhada de sentido de tensão, de alegria, de disfarce para as tristezas, de uma consciência ou do próprio inconsciente de ser diferente e singular na construção subjetiva para cada um e social na interação cultural com os outros.
A distração, a diversão, a recreação e os risos acompanhados de prazer e de desejo em realizar, são elementos indispensáveis para o desenvolvimento do ser humano esses recursos de bem estar auxiliam a liberação de hormônios capazes de auxiliar a memória na fixação de conteúdos. Através do jogo o individuo pode viver alternativas troca de papeis, expressar sentimentos e emoções, aprender e reaprender na solidariedade e ao incorporar nos comportamentos.
*Gisela Wajskop
MOVIMENTO E A VIDA
A psicanálise foi uma das primeiras teorias genéticas da personalidade e afirma que os principais conteúdos relembra a vida intrauterina. Piaget desenvolveu a epistemologia genética ao observar o desenvolvimento motor em crianças de países diferentes constatou um padrão no processo de desenvolvimento humano o que contribui muito com a Psicologia do Desenvolvimento e com a Educação. As fases descrita por ele considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana . São eles:
Período: Sensório-motor (0 a 2 anos)
Período: Pré-operatório (2 a 7 anos)
Período: Operações concretas (7 a 11 anos)
Período: Operações formais (11 ou 12 anos em diante)
Henri Wallon também estudou o psiquismo humano na perspectiva genética, e apresenta o seu interesse pela evolução psicológica da criança.
A psicogenética de Wallon oferece uma reflexão sobre as práticas pedagógicas os campos funcionais nos quais se distribuem na atividade infantil (afetivo, motor e cognitivo) por ser geneticamente social nas relações com o meio.
Sabemos que é através do movimento, da afetividade que as crianças estabelecem relação, interagem e constrói a própria identidade e sua autonomia progressivamente nas brincadeiras e no amadurecimento cerebral.
Wallon considera três elementos básicos que se comunicam o tempo todo: afetividade, movimento e inteligência.
A afetividade no desenvolvimento do aluno manifesta-se na exteriorização dos desejos e das suas experiências.
O movimento depende fundamentalmente da organização dos espaços para atividades que promovam o desenvolvimento motor. A motricidade, tem caráter pedagógico nos gesto, no movimento e na sua representação social. A fluidez do movimento, das emoções e do pensamento, tão necessárias para o desenvolvimento completo da pessoa.
A identidade e a autonomia têm uma relação direta com o desenvolvimento afetivo, motor e cognitivo. Dispor situações de aprendizagem que possibilitem experiências no sentido de oportunidade ao bebê e a criança se tornarem participativas socialmente construindo suas relações de conseqüências, é promover o desenvolvimento da aprendizagem.
A criança descobre o prazer de produzir som ao chorar, executar as funções que a evolução da motricidade oferece, o controle de esfíncters, descobrir as mãos, o riso, mexer nos objetos, entre outras ações exploratórias de mobilidade.Seguindo uma gênese as atividades vão perpassando pelo faz-de-conta no pensamento, a imitação ou representação motora ao conhecer o próprio corpo nomear as pernas, os pés, os braços, os olhos, imitar com ritmo as músicas...
Quando a criança cria ou improvisa o seu brinquedo nas atividades motoras a criança está internalizando e exteriorizando por completo o aprendizado.
O movimento das experiências vividas pelas crianças dão base para memorização, enumeração, socialização, articulação de classificação, diferenciação sensoriais, expressão afetiva qualitativas, aquisição de lateralidade.
Os fatores de desenvolvimento neurológico, psicológico, biológico e social. Dialogam as teorias de Piaget e Freud, assim, percebemos que, o movimento para a criança é progressão funcional, porém devemos observar o movimento dentro da faixa etária porque há diferença na expressão da integração global. Para algumas pessoas estes aspectos estão bloqueados.
Desde o ventre o humano está em relação com o meio, percorremos os períodos de desenvolvimento e o ciclo vital em interação constante do eu com o outro e com o meio.
Helen Bee - Ciclo Vital
REFERÊNCIAS
BEE, H. O Ciclo vital. PA, Artes Médicas, 1997.
HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5edição. São Paulo: Perspectiva, 2007.
PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. São Paulo, Zahar, 1975.
VERNY, Thomas. A vida secreta da criança antes de nascer. São Paulo, Ed. C.J. Salmi, 1981.
VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 1984.
WALLON,Henri, A Evolução Psicológica da Criança – Lisboa: edição 70, 1981.
WILHEIM, Joanna. O que é psicologia Pré-natal. 3 ed., São Paulo, Casa do Psicólogo, 2002.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: IMAGO, 1975.